A festa continua e a nossa cobertura também! #cpbr4
21 jan
Por: | Categorias: Eventos, Notícias
O 3º e 4º dia de Campus Party agradaram. Se por um lado imprevistos como queda de energia aconteciam, por outro, as ótimas palestras, debates e oficinas compensavam. Os destaques de quarta-feira foram as palestras de Jon Maddog Hall (diretor executivo da Linux internacional) e de Tatiana Rappoport (cientista e bacharel em física).
Após participar de edições anteriores, Maddog, figurinha já carimbada na Campus Party brasileira retornou ao palco principal para, segundo ele mesmo, “introduzir a população de países em desenvolvimento, como o Brasil, na era digital”. Em sua palestra, ele procurou mostrar as vantagens que a liberdade de acesso ao código dos programas, por desenvolvedores, pode trazer à população, quando a sociedade está em rede. Já Rappoport, cientista brasileira que estuda as propriedades do grafeno, uma nova forma do Carbono com promissoras aplicações em eletrônica – pesquisa que levou o Prêmio Nobel de 2010 - comentou sobre as possíveis aplicações dele na computação, como por exemplo, na utilização do material como um supercondutor, 100 mil vezes mais rápido que os atuais.
Também em defesa da liberdade na rede, o debate “Hackeando Dados – Democratizando os dados públicos” trouxe ao palco “Social Media” os profissionais brasileiros Daniel Filho, Pedro Valente, Daniela Silva e Martha Gabriel. O bate papo falou sobre como as informações geradas por ferramentas de mídias sociais podem revelar dados sobre a nossa sociedade (e não é que revelam mais do que se imagina?).
Ainda no 3º dia, neste mesmo palco, o assunto que nunca deixa de causar polêmica “Confiabilidade da informação nas redes sociais” foi discutido por Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do NIC.br; Ana Brambilla, jornalista e editora de Mídias Sociais do portal Terra; Alexandre Matias, editor do caderno Link do jornal O Estado de SP; o diretor editorial da Tambor, André Forastieri e o especialista em cultura digital Gil Giardelli. A conclusão que se chegou foi que, com a quantidade de informações que circula atualmente nas redes é muito importante que se haja o bom-senso de checar a veracidade das fontes e informações, principalmente por parte dos jornalistas.
Três meses após as eleições presidenciais, as campanhas políticas digitais não deixaram de ser assunto no 4º dia de evento. Na tarde desta quinta-feira, Soninha Francine, Marcelo Branco, Caio Túlio Costa e Fernando Barreto debateram o uso das mídias sociais na campanha eleitoral de 2010. Trolagem, influência das mídias de massa, filtro de Twitter e engajamento estiveram em pauta. À frente da campanha de Marina Silva na época das eleições, Caio Túlio Costa citou como diferencial a “mensagem profundamente positiva” que a candidata disseminou pelas redes. Segundo o coordenador, o êxito no uso das mídias sociais nas últimas eleições era uma questão de saber o que falar e com quem falar. “No Orkut nós falamos com os evangélicos. No Facebook, especialmente com as mulheres e com os intelectuais. No Twitter falamos com jovens e com a vanguarda da internet”, categoriza.
O que a gente pode dizer da 4ª edição do maior evento tecnológico do mundo é que tem sido muito produtivo. E que vem os próximos dias!

Palestra de Tatiana Rappoport

Games

Visão geral do palco principal

Steve Crocker, um dos criadores da internet

Robô da Petrobrás
Fotos: Henrique C. Pereira.
Começou nesta segunda-feira, dia 17, a tão esperada 4ª edição (brasileira) do maior evento de tecnologia do mundo, o 









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