Mídias sociais nas corporações
22 jan
Por: | Categorias: Artigos, Notícias

Como os usuários vão entender a publicidade mascarada.
No painel “Mídias sociais nas corporações”, o moderador Fábio Seixas (Camiseteria) comandou o debate com Roberto Machado (DoceShop), Oswaldo Gouvêa de Oliveira Neto (Peabirus), Stelleo Tolda (Mercado Livre) e Marcelo Vitorino (Amélias).
Em 90% dos casos, os leitores não entendem que uma determinada mídia é uma publicidade, o que importa é a qualidade do conteúdo. Portanto, essa é a grande diferença das publicidades planejadas. Mas como ainda estamos no começo, como afirmou Marcelo, está havendo um aculturamento que institui essa nova mídia nas corporações. Trabalhar com redes abertas muda muito o modelo que até então era vigente nas empresas.
Ainda mais porque na internet qualquer máscara cai normalmente, pois os usuários tem essa consciência. Ao fabricar informações e opiniões, as empresas perdem a credibilidade. O importante é trabalhar um conteúdo de melhor qualidade e oferecer um serviço bom e sem máscaras, assim a publicidade tornará algo natural e o marketing será transparente.
Falando em transparência, Stelleo comentou que transparência e autenticidade são identificadas a médio prazo pelos usuários e até mesmo o próprio meio mostra isso.
Fábio perguntou aos participantes da mesa como é tratada a transparência em níveis sociais, e Roberto disse que em um blog de empresa, as reclamações são inevitáveis, mas é importante avaliarmos se a reclamação é justa, porque quando o comentário é uma crítica construtiva, com certeza a empresa ganha no aperfeiçoamento dos seus produtos e serviços. E o mínimo que o usuário merece é uma resposta.
Já Marcelo afirmou que a plataforma social estimula para ajustar o produto, como também para pesquisas e desenvolvimento. Desde que a empresa tenha liberdade para escutar. Mas quando há um usuário que fala algo destrutivo e não tem embasamento, os próprios usuários do meio o “excluem” da rede.
Stelleo também disse que é essencial identificar os seus evangelistas e reconhecer o que a empresa faz bem e fomentar as pessoas amantes da marca.
E como é feito o gerenciamento de crise? Perguntou Fábio.
Roberto comentou que é um fato que acontece em todo o mercado. Ocorreu uma promoção cultural que envolveu participantes da capital de São Paulo e do interior, essa promoção premiou uma quantidade maior de usuários da capital e os do interior ficaram acreditando que era um favorecimento. Mas Roberto explicou que devido a quantidade de usuários da metrópole, era evidente que haveria mais participações dela, e conseqüentemente mais ganhadores. Os usuários não entenderam dessa forma e reclamaram muito. Mas ele procurou entender o caso, enviar e-mail, justificar e explicar.
Por sua vez, Marcelo disse que no seu site há liberdade de forma não anônima, os usuários podem divulgar o que quiser na rede social, há pessoas que entendem do negócio, há pessoas que não entendem e há aqueles que querem corromper com críticas negativas. Mas se há transparência nas informações você renova a confiança, mas se há pessoas que querem destruir o ambiente, os próprios usuários não levam em consideração a avaliação negativa do usuário.
Para Oswaldo, antes de mais nada, deve-se estudar o ambiente digital, os blogs, as mídias, isso antes de entrar, e deve-se escolher um nicho, perfil de usuários que deseja atender.
As empresas estão engrenando nas mídias sociais. É um fenômeno novo em que está todo mundo mexendo com ela, mas a própria infra-estrutura não está finalizada, o Twitter é um exemplo. O importante é acompanhar o desenvolvimento, o que não pode é ignorar, pois você estará fora do que acontecerá daqui alguns anos, ou seja, é imprescindível acompanhar a evolução das mídias sociais.
Para Stelleo, a corporação não pode ignorar as mídias, o Orkut por exemplo, é um meio de comunicação, vale para qualquer atividade humana, namoro, amizade e atividades comerciais. A Nescau lançou o achocolatado 2.0, na onda da internet 2.0, e criou uma comunidade no Orkut para o novo produto, mas lá os consumidores reclamaram e a Nescau voltou a fabricar o achocolatado tradicional.
E será possível controlar as mensagens corporativas? Roberto disse que será impossível controlar, as empresas terão que se adaptar, mas poderão optar em quais canais trabalhar. Dessa forma, poderão trabalhar melhor o conteúdo e a publicidade em um ambiente com o público-alvo conhecido.
Sobre a internet mobile, a última pergunta do painel, Stelleo disse que é inegável que a tendência da internet é a navegação pelo celular. O Twitter é o começo disso, podendo postar em qualquer lugar. E as empresas terão que se adaptar também ao mobile.
Portanto, a mídia social é a melhor forma de entender o perfil do seu consumidor, escutar, desenvolver e vender mais produtos. As empresas que estiverem participando das mídias sociais vão crescer, não importa onde seja, Facebook, Twitter ou Orkut.
A Webroom promove mais um momento de aperfeiçoamento de seus profissionais e de integração de departamentos.
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